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Insónias

Quarta-feira, 27.02.08

 

 

Chegas já curvada, pelo peso dos remorsos...

pelo desalento que dás e as tristezas que provocas...

não respeitas o corpo desamparado...

que luta de forma desigual

pelo desdém com que olhas os que querem algum descanso...

entras na desordem da alma no conflito continuado

das noites que não são noites...

são o tormento de quem espera

tão dolorosamente que uma vez...só uma vez...

te alheies de quem quer sonhar...num sono límpido e sereno

sem estar à tua míngua ...

frágil nas tuas mãos...

desvia de mim o teu olhar vagabundo...

esse que me atormenta

e ecoa solitariamente

no meu deambular de paredes escuras sem qualquer destino de luz...

não rendo a minha alma

às tuas amarras ferozes

nem a dor do meu corpo desarticulado

que suspendo todas as noites

à entrada do abismo

 

 

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publicado por dolce_vita às 23:03


3 comentários

De Zita a 28.02.2008 às 08:54

Bom dia,

Muito bem escrito, com várias interpretações possíveis, cada leitor escolha a sua. Um desabafo com uma escrita inteligente.

Cumprimentos Rosa

De dolce_vita a 28.02.2008 às 22:44

Amiga,as palavras nascem do corpo,do seu movimento,são também e para mim, uma defesa a alguma vulnerabilidade.
As palavras ,são ainda as grandes e a pequenas dores e alegrias...mas que nem sempre um texto consegue dizer.
Há visitas,à nossa casa,que chegam no tempo certo.A Zita Entrou nesse momento.
um abraço
Rosa

De do outro lado da linha a 28.02.2008 às 22:48

Encanta-me a forma tão bonita de descrever algo que te deixa com "insónias".
Só tu!

Beijos
MT

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